Quem disse que não gostamos de ler?

Espaço onde podemos ver o nosso trabalho em torno do livro.

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

A partir de «Bruxa com rabo de cavalo»



A Elisa conhece o irmão

Da badana: «Esta história fala sobre uma menina chamada Elisa. A Elisa não gostava de ouvir as histórias da Tiana porque lhe metiam medo. Um dia os pais separaram-se e o pai voltou a casar. Como as amigas diziam que as madrastas eram más - umas bruxas -, Elisa tinha medo e não queria conhecer a madrasta. Mas o pai e a madrasta tinham uma surpresa...»
Jacinta - Alfornelos

Trisavó, contos preferidos

A leitura de Trisavó de pistola à cinta e outros contos correu bem; podemos dizê-lo. Houve quem lesse o livro todo, houve quem lesse só um conto, e houve ainda quem lesse alguns dos dez contos que integram o livro.
De todos os grupos, só o da Manuel de Melo não apresentou nenhum livro feito a partir da escolha de um conto.
Confirmou-se que os contos «Valsa a Três Tempos», «Temos de começar a jantar à mesa», «Bruxa com rabo de cavalo» e «A passagem do milénio» foram os contos preferidos da maioria dos leitores.
A partir de hoje, ficam as capas dos livros originais mais votados por cada grupo.

Más notícias

Pela primeira vez, más notícias. Ontem só apareceu a Francisca, na comunidade de Alfornelos B. Perdeu-se a oportunidade de lermos os seis livros até ao final do ano, com os prazos que tínhamos estipulado, e perdeu-se uma certa confiança. É certo que todos somos livres, mas somos por isso mesmo responsáveis.
Espero que os participantes regressem no próximo dia 15 de Março, nem que seja para explicarem porque não podem continuar a participar.
Gostava ainda de agradecer à Francisca a simpatia e disponibilidade.

domingo, fevereiro 19, 2006

Ainda sobre Anne Frank


Saiu em Novembro de 2005 um romance que cruza o seu personagem principal com a jovem judia. Chama-se Uma túlipa para Anne Frank e conta-nos a infância de Joop, pela sua própria voz, e de como sobreviveu à Segunda Guerra Mundial em Amesterdão. Aqui, a sua história cruza-se com a de Anne Frank, e sobre esta relação Joop guarda um enorme segredo.

Uma túlipa para Anne Frank, Richard Lourie, Quetzal, 2005

Não li, por isso não posso opinar. Fica só a informação.

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Receita para escrever um conto...

A propósito da leitura do livro de contos de Alice Vieira, Trisavó de Pistola à cinta, ficam algumas sugestões para outras escritas...

RECEITA

ingredientes:

1 kg de paciência
5 kg de imaginação
1 kg de letras
1 kg de papel

modo de preparação:

misture o papel com as letras; leve ao forno a cozer;
no final deite por cima a imaginação e a paciência.

Rodrigo; Cardoso Pires

domingo, fevereiro 12, 2006

Ler é...

Ler é... vontade de dormir e às vezes sonhar. Há histórias de aventura, descobertas de tesouros; outras falam da escola, do tédio que é e que é difícil acreditar em alguém...
Sara - Alfornelos A

O que gostamos de ler


Aqui fica um dos livros preferidos de muitos de nós. Intemporal, verídico, cruel, comovente. A propósito, a Lucira comentou: «Quando alguém se vier queixar da vida que tem, digo-lhe para ler O Diário de Anne Frank
Para aguçar o apetite, fica o link para o site do Museu Casa de Anne Frank, em Amesterdão.

sábado, fevereiro 11, 2006

LER É...

Ler é... uma palavra onde se pode incluir aventura, diários; posso até dormir e sonhar com ela em casa, e assim parece que respiro um ar mais puro.
Joana Santinhos - Miguel Torga

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Memórias Livreiras - Alice Veira II


Aqui fica a capa mais recente do livro Rosa minha irmã Rosa.

Memórias livreiras - Alice Vieira


A primeira vez que vi um livro da Alice Vieira devia ter uns oito, nove anos. Lembro-me que a minha mãe chegou a casa dos meus avós, do trabalho, e deu-me o Rosa minha irmã Rosa. Tinha sido uma colega dela a recomendar-lho. Disse-me para experimentar, que talvez gostasse. A capa era de um rosa desmaiado, um salmão muito claro e no meio tinha uma ilustração de uma menina a andar num passeio, vista de cima. Na altura ainda não sabia, mas era uma ilustração do Henrique Cayate. A imagem de Mariana seguiu a partir daí os desenhos que Cayate deixava no início de cada capítulo. Embora nunca tenha tido irmãos, aquele livro lançou-me na leitura da trilogia da vida de Mariana. Depois, segui todos os outros livros, até aos 15, 16 anos.
Agora, com 28, voltei.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

LER É...

Ler é... ficar com entusiasmo. Ao ler podemos descobrir o tesouro que há dentro de nós, sermos alguém importante e construirmos uma casa onde é possível ter o ar da leitura.
Andreia Alexandra - José Cardoso Pires

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

Trisavó de pistola à cinta e outros contos



Eis a primeira proposta de leitura, desta vez para todas as comunidades: Trisavó de pistola à cinta e outros contos, de Alice Vieira. Fico a aguardar que no próximo encontro todos tenham eleito o seu conto preferido, do conjunto de dez que constam do livro, e que para ele tenham feito uma nova capa. Por enquanto, e apenas a partir da apreciação dos títulos, o conto mais apelativo é Bruxa com Rabo de Cavalo.
Fica o início, na pg. 87:
« 1.
_ Vamos - diz a mãe, empurrando-a para dentro do quarto.
Em cima da cama o vestido castanho, com dois bolsos na saia e outro a meio do peito.
_ Por que é que não posso vestir as calças de ganga e a camisola encarnada? - pergunta.
A mãe não responde e ela também não volta a perguntar. Sabe que não vale a pena.
(...) »

LER É...

Ler é... sonhar com acção, mas nunca pode faltar a amizade nos riscos da aventura.
Lucira - Pedro D'Orey da Cunha

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Balanço da 1ª sessão

Hoje acabou a ronda de 1ªs sessões. Já conheço todos os grupos e estou entusiasmada com a diversidade das comunidades. Algumas são pequeninas, o que nos permite uma relação mais íntima; outras, maiores, podem criar dinâmicas mais críticas. O tempo o dirá.
Agora, até 14 de Fevereiro, quando começarão as 2ªs sessões, resta-me desejar que todos enfrentem o nosso primeiro desafio de leitura.

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Imaginários férteis


Hoje foi a primeira sessão na Pedro D'Orey da Cunha. As minhas companheiras construíram uma verdadeira narrativa mitológica a partir da ilustração deste blog e do folheto. Da árvore pendiam todos os livros do mundo, sobre todos os assuntos. E o menino alimentava-se de livros porque gostava do seu sabor diversificado, a laranja ou papaia. Mas não era só dos paladares que gostava e ficava cada vez mais sôfrego porque o seu cérebro crescia e queria saber sempre mais. E o mais apetecível era escolher os assuntos, porque sempre que ficava um bocadinho enjoado, assim como se de um bolo se tratasse, comia outro, subordinado a outro tema.
Esta comunidade promete...
Ah, aproveito para agradecer à Sílvia Moldes, amiga e ilustradora, que desenhou esta árvore tão sugestiva...