Quem disse que não gostamos de ler?

Espaço onde podemos ver o nosso trabalho em torno do livro.

terça-feira, maio 23, 2006

Chamem a Polícia



Um dos temas musicais escolhidos pelo grupo foi Chamem a polícia, dos Trabalhadores do Comércio. Este grupo, com pronúncia do Norte, faz parte do movimento rockeiro dos anos 80, quando havia em Portugal alguns arrojados que cantavam em português.

Pode ser que o revivalismo traga de volta alguns temas destas bandas: Chiclette, dos Táxi, Latin'américa dos Já Fumega, entre outros. E que esta geração tenha curiosidade...

Manuel de Melo no Teatro

Foi hoje a representação da peça Auto dos Estilos Parlantes, pelo grupo de Teatro da BE/CRE. As minhas meninas lá estavam, todas menos a Nádia que não pode estar presente. A Soraia estava a apoiar as amigas, embora a Jessica lhe tenha pregado uma bela partida ontem...
A Patrícia foi a grande revelação como dread. As falas não saíram tão atabalhoadas como é costume durante as sessões, e estava bastante à vontade. Pipa, Jéssica e Joana sairam-se igualmente bem, alinhadas, certinhas, eficientes.
O cenário estava muito giro e o texto retratou com o sarcasmo adolescente as gírias de grupo e os preconceitos que se vivem nas escolas e nos ambientes que por vezes são partilhados por grupos/ tendências diferentes. Gostei da moral da história, em jeito de auto-crítica, que apelava à aceitação das diferenças e elogio dos caracteres.
Boa, meninas!

Trisavó XIII

Amanhã regresso à Pedro d'Orey da Cunha, e coloco hoje a capa do livro que a Solange fez a partir do conto «Bruxa com Rabo de Cavalo». Há muito tempo que a Solange me anda a perguntar quando coloco aqui a sua capinha. Fica em 13º, para quebrar superstições. Ela esteve muito caladinha na última sessão, vamos lá ver como se anda a entender com Uma argola no umbigo...

Poesia na Miguel Torga

Na 5ª sessão, o Leandro pediu-me Poesia. Então, ocorreu-me que podia levar um jogo para a sessão seguinte. Assim foi. Na primeira metade organizámos as leituras: quem tinha lido as Crónicas, quem não tinha. O Bruno está a ler os livros até ao fim, acaba-os sempre nas sessões. A Cláudia nunca desilude. Já a Jéssica, parece estar sempre desinteressada.
De volta aos poemas, a minha proposta era a seguinte: encontrar o elemento estranho (um verso que não pertencia ao poema) em seis poemas. Com os seis versos estranhos compunham outro poema.
A actividade correu bem, e depois da leitura de todos os poemas, o eleito foi o de Miguel Torga...
Coincidências afectivas.

terça-feira, maio 16, 2006

Trisavó XII

Na Pedro d'Orey da Cunha alguém foi mais ousado e incluiu no seu livro três contos de Trisavó.
Quem se deita a adivinhar pela capa?



As cortinas da janela escondem o «Lobo do Outono», que visita em sonhos a sua amiga quando o tempo do calor se vai embora.

A Bruxa é mais conhecida porque foi eleita por muitos: é a madrasta má que talvez o não seja, afinal.

E as pedras preciosas? São os nomes de Opala que se perdeu no mundo, de Ágata que sempre gostou de animais e não fugiu, de Esmeralda e Safira que conheceu Rafael.

5ª sessão na Cardoso Pires

A 5ª sessão correu conforme o esperado. O Catálogo dos Sonhos foi bem recebido, mas não cumpriu a linha de BD a que aqueles leitores de BD estão habituados. As personagens mais interessantes são os maus da fita.
Jogámos a Palavra Proibida, com palavras-chave de Uma argola no umbigo. O grupo ficou entusiasmado com o livro. Todos, excepto a Margarida, que acha que este tipo de narrativas não é o género dela: discurso adolescente feminino...
Vamos ver quais são as opiniões, na próxima sessão.

terça-feira, maio 09, 2006

Pedro d'Orey da Cunha - o regresso

Na Pedro d'Orey da Cunha, as meninas regressaram à comunidade, na sessão de 3ª feira passada. Voltámos a ser nove à mesa. A Lucira estava com o ânimo que lhe é característico. Já a Solange estava um bocadinho acabrunhada. Não gostaram particularmente do Catálogo..., já das Crónicas de Spiderwick... Prometi à Lucira que levava, na próxima sessão, os restantes títulos da colecção, para ela poder comprar.
Fizemos o jogo da Palavra Proibida, o que provocou alguma agitação, e imaginámos a história de Uma argola no umbigo, a partir das palavras do jogo. Ficaram entusiasmadas.
Na próxima sessão ver-se-á se todas leram, o que me surpreenderia, porque o livro ainda é grande.
A outra notícia é que na Biblioteca da Escola está uma exposição sobre várias obras que os 5ºs e 6ºs anos leram até aqui. A menina do Mar, da Sophia de Mello Breyner é um dos livros para o 5º ano, e o Ulisses, da Maria Alberta Menéres, para o 6º.
As meninas estavam orgulhosas com os seus trabalhos e apresentaram-me os deuses da mitologia grega, com as suas fotografias a darem-lhes um rosto muito moderno.
Há outras ideias interessantes, nomeadamente uma espécie de jogo, em que as perguntas estão tapadas e só lemos as respostas. Quando levantamos o cartão, percebemos então o sentido da explicação.
Em conversa com a professora de português da turma, soube que os alunos continuam a deliciar-se com a obra Ulisses, muito por causa da mitologia, e que esse é um bom isco para a leitura. Estas estratégias são sempre bem vindas!